A vida tem destas

No entanto, os mais atentos às excelentes análises de PP sabem que, sempre que este olha sobre "futebol", "Paulo Portas" ou "Santana Lopes", a sua visão tolda-se, a perspicácia habitual treme um pouco e o raciocínio esfuma-se e perde a necessária “credibilidade”.
Aliás, ainda há bem pouco tempo Pacheco Pereira, a propósito do recente episódio de Santana Lopes na SIC Notícias, dizia no seu blogue: «Por uma vez concordo com Pedro Santana Lopes: interromper uma entrevista política com um não-evento, sem notícia, nem conteúdo, merece esta resposta». O caso de tão inusitado – um elogio de Pacheco Pereira a Santana Lopes - foi até referenciado em vários órgãos de comunicação social.
No entanto, quanto a mim o inusitado não é tanto o elogio à atitude tomada por Santana Lopes, mas sim o facto de até hoje, PP ter resumido a análise desse acontecimento a essas pindéricas 2 linhas. Assunto esse que até é, atenção, aquele que é dos mais caros a Pacheco Pereira – o papel da comunicação social na nossa democracia e nas democracias modernas – e o episódio da interrupção brusca de uma entrevista por parte do entrevistado, ser ainda coisa absolutamente ímpar nas nossas televisões, e que é paradigma de tudo o que Pacheco Pereira vem analisando. A questão pois não é a de Pacheco Pereira ter apoiado Santana Lopes e tê-lo escrito no seu blogue! A questão é antes a de ter resumido e "silenciado" o assunto a apenas 2 linhas! Sobre um assunto sobre o qual PP tem escrito milhares e milhares de linhas, dezenas de posts no seu Abrupto, e que vem ilustrar de um modo cirúrgico tudo o que vem dizendo e defendendo.
No entanto, quanto a mim o inusitado não é tanto o elogio à atitude tomada por Santana Lopes, mas sim o facto de até hoje, PP ter resumido a análise desse acontecimento a essas pindéricas 2 linhas. Assunto esse que até é, atenção, aquele que é dos mais caros a Pacheco Pereira – o papel da comunicação social na nossa democracia e nas democracias modernas – e o episódio da interrupção brusca de uma entrevista por parte do entrevistado, ser ainda coisa absolutamente ímpar nas nossas televisões, e que é paradigma de tudo o que Pacheco Pereira vem analisando. A questão pois não é a de Pacheco Pereira ter apoiado Santana Lopes e tê-lo escrito no seu blogue! A questão é antes a de ter resumido e "silenciado" o assunto a apenas 2 linhas! Sobre um assunto sobre o qual PP tem escrito milhares e milhares de linhas, dezenas de posts no seu Abrupto, e que vem ilustrar de um modo cirúrgico tudo o que vem dizendo e defendendo.
Aliás, nesta matéria, PP fez exactamente o mesmo que as televisões, que remeteram no dia seguinte o assunto lá bem marginalmente para o fim dos respectivos telejornais. Compreende-se o incómodo que tal episódio causou mesmo nos canais concorrentes da SIC, pois todos no fundo sentiram a atitude de Santana Lopes como se tivesse acontecido nos seus próprios estúdios. E também se compreende Pacheco Pereira. O homem é de carne e osso e tinha isto de suceder logo com o seu “inimigo” de estimação. A vida tem destas.
E vem isto agora a propósito da vitória de Luís Filipe Menezes. Pacheco Pereira, e bem, desta vez fez a sua declaração de interesses: «Em matéria do PSD este é o blogue do mau perder. Direi mais ainda, do péssimo perder. E continuará assim até a bandeira ficar direita, se é que alguma vez fica direita». Melhor ainda, virou a bandeira do PSD de pernas para o ar sempre que fala de Luís Filipe Menezes. Honestidade intelectual teve-a pois, e isso faz muita falta. É aliás coisa raríssima entre a classe dos opinadores. E até me disponho a concordar com tudo o que Pacheco Pereira diz de Luís Filipe Menezes.
E vem isto agora a propósito da vitória de Luís Filipe Menezes. Pacheco Pereira, e bem, desta vez fez a sua declaração de interesses: «Em matéria do PSD este é o blogue do mau perder. Direi mais ainda, do péssimo perder. E continuará assim até a bandeira ficar direita, se é que alguma vez fica direita». Melhor ainda, virou a bandeira do PSD de pernas para o ar sempre que fala de Luís Filipe Menezes. Honestidade intelectual teve-a pois, e isso faz muita falta. É aliás coisa raríssima entre a classe dos opinadores. E até me disponho a concordar com tudo o que Pacheco Pereira diz de Luís Filipe Menezes.
Mas, esperem, onde é que já vi isto?? É que lendo as lúcidas análises de PP, e tomando-as como garantidas, sobretudo quando este se debruça sobre o aparelho partidário e os pequenos grandes poderes que medram nos bastidores das máquinas partidárias, fica-se sem saber então porque raio é que PP apoiou Marques Mendes. É que se é certo tudo aquilo que diz sobre o novo presidente do PSD, só uma grande e estranha forma de cirúrgica cegueira não lhe permite ver que o mesmo cabe igualmente como uma luva a Marques Mendes. O que tem sido Marques Mendes estes anos todos? Onde tem andado? Aliás, todos os tristes episódios da campanha para a eleição no PSD, são disso demonstrativos. A não ser que se queira à força pensar que apenas Filipe Menezes disse e fez das suas. Diferenças de estilo apenas, ou de companhias (que aliás, vão e vêm como as marés) não podem justificar o apoio que se dá a um (mesmo que criticando-o como de facto muitas vezes sucedeu) e o "ódio" que se destina a outro.
Mas desta Pacheco Pereira bem avisou: «...é o blogue do mau perder. Direi mais ainda, do péssimo perder».
Etiquetas: Política
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